sábado, 4 de julho de 2015

Em clima de Bauernfest... vamos entender os vinhos Alemães?

Você conhece bem os vinhos alemães? Já degustou algum deles? Talvez sua resposta seja não, mas com toda certeza já ouviu falar das afamadas garrafas azuis! Na época, ele foi um grande colaborador para que o brasileiro começasse a degustar vinho!

por Flávia Medeiros*      
  
A maioria dos vinhos alemães é de excelente qualidade, mas pouco consumidos por nós
brasileiros. Antes da chegada das discutidas garrafas azuis, achavam-se que os franceses produziam os melhores tintos e os alemães os melhores brancos. Pelo preço, a garrafa azul teve o mérito de fazer o vinho chegar pela primeira vez à mesa de um número maior de pessoas, mas pela qualidade todos os vinhos alemães foram injustiçados. Com isso, o consumidor mudou de opinião.
Atualmente é fácil observar a pouca quantidade de vinhos germânicos nas prateleiras. Por outro lado, a dificuldade em entender o significado dos nomes nos rótulos também deixa o consumidor inseguro, fazendo com que ele escolha os de mais fácil compreensão.
Sendo assim, separei algumas dicas bem objetivas que estão nos rótulos que irá facilitar sua escolha.
Algumas uvas: Muller-Thurgau, Riesling, Silvaner, Kerner etc;
A região do Vale do Mosel produz os melhores Rieslings do mundo. São leves, aromáticos, pouco alcoólico, charmosos e elegantes. E com capacidade de envelhecimento.
Categorias baseadas na maturação, ocasião de colheita e qualidade dos vinhos. Temos algumas, sendo a Qualitatswein  mit  Pradikat (QmP) a mais relevante. É o mais alto nível de qualidade dos vinhos alemães. Existem seis tributos especiais, também mencionados nos rótulos, indicando um determinado nível de maturação durante a colheita.
  1. Kabinett – vinhos secos e leves, feito de uvas totalmente maduras;
  2. Spatlese – vinhos de colheita tardia, contendo muito mais açúcar. São intensos e concentrados em versões doce ou seco ( Trocken);
  3. Auslese – uvas colhidas de maneira selecionada, muitas vezes afetadas por fungos que a desidratam (botrytis). Normalmente doces. Nos mais secos ou meio secos o rótulo traz a palavra Trocken ou Halbtroken.
  4. Beerenauslese – colheita individual de cachos super maduros, normalmente afetados por botrytis, produzindo vinhos muito doces e finos para acompanhar sobremesa.
  5. Trockenbeerenauslese – colheita de cachos super maduros, afetados por botrytis e enrugados como uva passas. Somente produzidos em boas safras, em clima de outono favorável, vinhos doces, deliciosos. Uns dos mais caros e raros.
  6. Eiswein -  vinhos de intensidade Beerenauslese, feito de uvas colhidas e prensadas ainda congeladas. Tem doçura e intensidade de uvas passas, mas retém um traço ascendente de acidez. Maravilhoso!

Entendo que há rótulos mais simples e objetivos disponíveis no mercado, mas garanto que pode ser uma grata experiência descobrir os vinhos Alemães!

(*) Consultora em vinhos e com especialização na área. No Brasil é uma das poucas profissionais que conta com a certificação Wine & Spirit Education Trust – Level 2. Contato: chateaumedeiros@hotmail.com 



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