terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Bolo Rei: receita guarda mistérios para o dia 6 de janeiro


Bolo Rei da Padaria e Confeitaria Sul América é um dos produtos mais vendidos.

Não é possível se falar na doçaria típica da época natalícia, sem se falar do famoso Bolo Rei, com a sua forma de coroa, as suas frutas cristalizadas e frutos secos (amêndoas, nozes e pinhões), a fava e o brinde.
Este bolo está carregado  de simbologia, muito sinteticamente pode dizer-se que este doce representa os presentes oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus. A côdea (a parte exterior) simboliza o ouro; já as frutas secas e as cristalizadas representam a mirra; por fim, o incenso está representado no aroma do bolo.
A explicação para a existência da fava no interior no bolo rei está ligada a uma lenda, segunda a qual quando os Reis Magos viram a Estrela de Belém que anunciava o nascimento de Cristo, disputaram entre si o direito de entregar ao Menino os presentes que levavam. Como estes não conseguiam chegar a um acordo, um padeiro, para pôr termo à discussão, propôs fazer um bolo com uma fava no interior da massa, em seguida, cada um dos três magos do  Oriente pegaria numa fatia, o que tivesse a sorte de retirar a fatia que possuísse a fava, ganharia o direito de entregar os presentes a Jesus. Não se sabe qual foi contemplado com a fatia premiada, pode ter sido qualquer um dos três, Baltasar, Belchior ou Gaspar. É claro que isto é só uma lenda, o Bolo Rei tem, na verdade origens francesas.
Na Padaria e Confeitaria Sul América, o Bolo Rei é um dos produtos de maior saída e, mesmo após o Dia de Reis, continua sendo vendido graças devido a grande procura.

ORIGEM
Ele chegou ao Brasil de Portugal - com mais de 100 anos de atraso - mas sua receita
carrega muito da tradição francesa, que também guarda seus mistérios para o dia 6 de janeiro.
Com mais de 100 anos de atraso em relação a Portugal, o Brasil adotou a tradição do Bolo Rei. Em muitas casas do país, esse doce rico é a estrela da festa de 6 de janeiro, quando os cristãos celebram a adoração do menino Jesus pelos Reis Magos. Os brasileiros já o saboreiam no Natal, seguindo a mesma tendência portuguesa de ampliar seu período de consumo.
O Bolo do Dia de Reis, como era chamado antigamente, leva frutas cristalizadas, uvas passas, nozes, amêndoas picadas e dois mimos: uma fava e um presente. Ambos portam presságios ingênuos - e não são para comer. Quem receber a fava na sua fatia de bolo, terá sorte no ano e pagará o Bolo Rei do próximo 6 de janeiro. Quanto ao presente, habitualmente um rei ou uma rainha de louça, trará riqueza a quem o encontrar. Caso seja uma aliança, a pessoa casará brevemente.
O Bolo Rei é inspirado na Galette des Rois, o Bolo do dia de Reis dos franceses. Chegou a Portugal no final do século 19, por meio da região da Estremadura. Mas foi popularizado pelas doceiras de Lisboa e Porto.
Na capital de Portugal, começou a ser preparado pela Confeitaria Nacional, que ainda funciona na Praça da Figueira, número 18B. A tradição aportou no Brasil com imigrantes portugueses. Em São Paulo, algumas confeitarias vendem Bolo Rei para ser saboreado no Natal e Dia de Reis. A receita é a mesma de Portugal. O bolo tem massa levedada e na França, geralmente é folhada.
A Galette des Rois também oculta simbolismos. Mas são ligeiramente diferentes dos que contém o Bolo Rei. Antigamente, na Galette des Rois havia uma feve (fava). Hoje, esconde apenas um boneco de louça. Quem o receber será o rei da festa. Terá o honroso direito de comer a sua fatia usando uma coroa na cabeça.
Os franceses levam a sério essa tradição. Formaram até um clube de colecionadores de feves, com aproximadamente 2.500 sócios.

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